Pequenos detalhes que te tornam um gestor bem melhor que a maioria

Pequenos detalhes que te tornam um gestor bem melhor que a maioria

É extremamente fácil dizer que ser um bom gestor basta fazer um série de atividades e comportamentos padrões, mas normalmente, essas listas de dicas não correspondem à realidade ideal do gestor.

E para ser sincero, só um gestor de verdade sabe como é complicado ter que dar conta de todas as tarefas que estão no seu dia-dia e ainda lidar com a realidade máxima da sua função.

No entanto, existem algumas pequenas práticas que podem ajudar muito a se tornar um gestor mais interessante para a empresa, para seus liderados e para seus clientes.

Não existe absolutamente nenhum gestor que não tenha se perguntado sobre como pode melhorar os relacionamentos e maneira como sua gestão é percebida pelas pessoas ao redor. Seja um gestor melhor:

Sendo mais atencioso na hora de atribuir tarefas

Com que frequência você conversa com seus vendedores sobre as coisas que eles precisam, desejam e podem fazer? Uma das grandes dificuldades entre as duas pontas de uma gestão é justamente a comunicação, de modo geral, especialmente a frequência e intensidade dos diálogos.

O grande cenário se resume numa falta de afinidade. O gestor normalmente tem dificuldade de saber conversar com as pessoas de maneira natural pelo receio de atravessar a pequena linha entre o profissional e o pessoal.

Do outro lado, o vendedor acaba não sentindo liberdade de conversar sobre suas tarefas porque imagina que seu chefe não o compreende bem.

Uma das alternativas interessantes que podem gerar mais aproximação e empatia um pelo trabalho do outro é ter um conversa frequente sobre a vida e sobre o trabalho. Mas nada forçado, apenas um papo objetivo.

Que tal sentar um dia da semana e dizer: Vamos falar sobre como você pode fazer determinada tarefa até o dia da entrega?

Importante é ouvir e entender as dificuldades sem menosprezá-las, proporem juntos soluções viáveis e desenhar um caminho possível para alcançarem o que desejam. O velho e bom papo já ajuda muito.

Sendo cuidadoso na hora de entregar notícias

Qualquer mudança ou notificação que não seja positiva deve ser feita sem constrangimentos de possíveis ruídos. Quando uma decisão é tomada sem a participação da equipe, ela tende a entender que aquilo veio simplesmente como uma ordem inquestionável.

Há um nível de tomada de decisões que não diz respeito a escalas hierárquicas inferiores, mas lembre-se que é possível transmitir uma ordem e contextualizar para que não haja uma interpretação equivocada.

Que tal ao invés de simplesmente comunicar uma uma nova regra e informar a nova cultura você não possa explicar os problemas que a realidade anterior ocasionava e explicar com detalhes a nova situação.

Não deixe com que sua equipe o enxergue apenas como um portador de notícias ruins, seja um cara que as pessoas possam conversar abertamente sobre qualquer possibilidade. Além de mais confiança conquistada, é possível realmente abrir um canal de comunicação efetivo, rápido e preditivo.

Importe-se com a reação das pessoas diante de uma notícia. Não seja antipessoal, indiferente ou desumano com as pessoas e terá sempre o respeito e a lealdade delas.

Sendo próximo na hora de conduzir um a um

Não vou nem o fazer pensar sobre o tempo que você desempenha para conduzir pessoas numa realidade de um a um. Eu sei que você sabe da importância dessa realidade para o desenvolvimento do seu vendedor, mas também sei exatamente que o tempo é um dos seus maiores inimigos.

A falta de tempo é compreensível, mas não justificável. Se você imaginar que boa parte dos erros da sua equipe podem ser por falta de orientação, por problemas pessoais, por dificuldade de capacitação ou por uma simples ausência de gestão eficiente, você passará a levar mais a sério essa coisa de condução um a um.

No entanto, todo esse processo tem que ser muito natural e saudável. A coisa mais chata do mundo é ter que fingir que algo está bem quando na verdade não está. Este acompanhamento não precisa ser só protocolar, é possível realmente ajudar pessoas com dificuldade a terem resultados melhores.

Falo isso na provocação de pensar que muitas das reuniões de feedback que também participei na vida era um tempo que não servia para a finalidade proposta que era a gestão, era apenas um momento de simular uma relação artificial entre hierarquias.

Que tal você chegar para seu seus vendedores com um alta frequência e perguntar o que ele acha de baterem um papo sobre os próximos trabalhos e objetivos na semana? Ou até mesmo, com um espaço mais alongado, o convidar para falar sobre as habilidades que ele deseja desenvolver ou perspectivas que ele quer alcançar nos próximos anos.

Conheça realmente o seu time sem medo do que pode descobrir. Use o que tiver ao favor dos seus resultados e faça questão de remediar o que pode não estar sendo proveitoso.

Sendo humano e verdadeiro na hora de dar feedback

Não alivie, mas seja humano. Não o iluda sobre as condições reais de uma situação, mas seja verdadeiro também na hora de oferecer ajuda.

A verdade é que existem basicamente dois tipos de feedbacks mais comuns: Primeiro é aquele que realmente não tem o menor pudor e é característico de pessoas que atuam em mercados altamente competitivos e agressivos e por isso exige um tratamento de choque mais acirrado.

E uma outra realidade é aquele feedback que não aponta e atenuar uma situação concreta. É como aquela mãe que nunca conversa sobre assuntos polêmicos e concretos e depois não dá conta de lidar com as consequências.

O ideal é ser capaz de humanizar a realidade da conversa ao ponto de poderem realmente serem verdadeiros tanto no diagnóstico como nos possíveis planos de ação.
Dê feedbacks mais imediatos e outros mais longos. Organize sua agenda para esta realidade. Diga a sua equipe que precisaram fazer uma análise de desempenho semestral e que também compartilhem alguns feedbacks para você.

Se você já tem a cultura do feedback mensal, não deixe para falar com cada membro da sua equipe tudo de uma vez e apenas uma vez por mês. É ideal que você vá guiando e ajustando aos poucos sua equipe antes que não tenha mais como correr atrás dos resultados.

Diga a sua equipe como se sente em relação a uma meta, mas também aprenda a ouvir outras perspectivas. Seja real e honesto consigo e com sua equipe sempre.

Sendo sincero e inteligente na hora de lidar com turbulência

É óbvio que a turbulência é uma realidade de qualquer mercado. Se você ainda não passou por um problema grave durante sua gestão e seu processo de vendas é porque você está iludido a respeito de tudo.

A pior coisa que um gestor pode fazer é esconder ou demorar para falar sobre a realidade da crise que estão enfrentando. Quando há uma tempestade lá fora, você pode não estar vendo, mas você tem condições de perceber que alguma coisa está errada com o sol.

Em momentos complicações o mais ideal é reunir todas as pessoas que fazem parte do processos, criar um comitê de gestão, definir ações e colocar em prática. E fazer tudo isso com a maior sinceridade diante dos problemas e com a inteligência coletiva que for possível.

Jamais esconda dos seus clientes e funcionários uma situação não ideal na esperança de que eles não percebam ou simplesmente porque acredita que pode resolver tudo sozinho. A sinceridade pode evitar o fracasso total e incentivar a redução de danos imaginada.

Todas essas dicas podem ser realizadas com a maior tranquilidade e com a consciência de que para fazer uma gestão que tenha a realidade concreta de relacionamentos com seus vendedores é preciso sair da zona de conforto e arriscar entender melhor como funciona sua realidade comercial.